Programa de troca de geladeiras deve começar em março; governo prevê economia na conta de luz


O governo deve lançar até o início do mês que vem um programa para substituir dez milhões de geladeiras velhas, ao longo de dez anos. Segundo o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), haverá incentivo para a população de baixa renda comprar um novo eletrodoméstico pela facilitação do financiamento e pela economia na conta de luz.

“A população de baixa renda terá uma economia anual na conta de luz de R$ 100. Para a população pobre, isso pesa. Em quatro, cinco anos, praticamente você está pagando uma geladeira”, afirmou o ministro.

Consumidores de renda baixa poderão ter parte do valor do eletrodoméstico financiado. O ministro citou o caso da Bahia, onde o consumidor arca apenas com 40% do valor do produto, o restante sendo subsidiado.

Outra forma de cumprir a meta de substituição de 1 milhão de geladeiras por ano será a distribuição do eletrodoméstico. “Existe um mecanismo, o FEE, que é o fundo de eficiência energética. Isso todo mundo já paga na conta de luz, a maioria não sabe, mas é meio por cento do valor da conta. Com este fundo, daria pra trocar 150 mil geladeiras por ano. A geladeira pode ser dada por sorteio entre consumidores de muito baixa renda”, explica Minc. Atualmente, entre 20 e 30 mil geladeiras são trocadas com o subsídio do fundo.

Quem entregar a geladeira velha na compra de uma nova pagará juros menores. Segundo o ministro, esta é uma forma de incentivo para tirar os eletrodomésticos antigos de circulação. “Tem que ter incentivo, senão a pessoa vai vender a geladeira velha para outro que não tem geladeira. Então fica mais barato (a compra) se você entregar a velha”, disse.

Meio ambiente e economia
Carlos Minc destacou os ganhos para o meio ambiente com a troca dos eletrodomésticos. Ele informou que as vantagens foram definidas em uma reunião que reuniu oito ministros, na noite desta quarta-feira, com o presidente Lula.

“Nessa reunião, nós definimos algumas vantagens. Uma delas é ambiental. As geladeiras velhas têm CFC, o clorofluorcarbono, que fura a camada de ozônio e é equivalente ao CO2, que também é um gás do efeito estufa. Além disso, elas são ineficientes, gastam o dobro de energia”, destacou.

“Além da vantagem ambiental, que é a questão do aquecimento e da camada de ozônio, há uma outra vantagem, que é a reciclagem de geladeiras velhas, depois de se retirar o gás CFC. Com isso, você tem um ganho energético. Com a troca desses 10 milhões de geladeiras, o governo não terá necessidade de fazer uma usina de 600 megawatts, porque vai ter menos consumo de energia”, completou.

O ministro citou ainda um resultado que, segundo ele, não estava previsto quando o programa foi concebido, em meados de 2008. “Há ainda um ganho anticíclico, porque mais de um milhão de geladeiras por ano significa mais gente produzindo, mais emprego”.

FONTE: UOL NOTÍCIAS

Nenhum post relaconado.


Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

Deixe seu comentário sobre o assunto abordado...